
Nasci de um belo amor
Onde uma bela flor já reinava
Tive uma infância plena de amor
Entrei para uma escola
Com uma cobra a planar
Que me mordia todos os dias
Pois era teimosa e não a aceitava
Rodeada de pequenas pestes cresci
Ia para uma colónia de férias
Onde tudo era mar e por de sol
Mudei de escola
Onde tudo acabava na colmeia
Das abelhas que sempre picavam
Rodeada de flores e espinhos
Comecei a construção do meu jardim
Quando este ficara um pouco
Preenchido veio um ninguém
Que levou parte do jardim
E transferiu o pouco restante
Para outra escola
O mundo caiu em chamas
Alternadas com inundações
Eu fiquei ali sobrevivendo
Ate ter forcas para recomeçar
Voltei a ver o sol
Olhei a fundo a flor mais velha
Que estava prestes a ser levada
E conservei-a no cimo mais alto
Desejado por muitas serpentes
Que lutam por ele sem limites
Comecei novamente a construção
Do meu jardim, modifiquei-o, renovei-o,
Arranquei as ervas daninhas
Amei um cato e piquei-me
Construi um rio
E no momento em que quase
Desisti de o atravessar construi uma ponte
Arranquei o cato, atravessei a ponte
E coloquei sementes cobertas
Olhei a volta e vi que havia toupeiras
Tentei elimina-las mas acabei por ignora-las
O mundo revelou-se uma armadilha
Para um pobre animal perdido numa floresta
Onde nuvens por vezes cobrem a lua
E o sol brilha radiante alternado com trovoada
Contendo apenas algum novo material
Começo a construir a meu planeta
Com cometas, estrelas, poeiras
Abro-o assim
Para ti…
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Grito de reflexão…
Abro-o assim
Para ti…
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Grito de reflexão…
Ouço tanto falar de histórias pessoais e inclusive estou a estudar “a história pessoal” em psicologia que resolvi escrever a minha de uma forma diferente...
Depois de a escrever percebi-me ainda melhor e sei que ainda tenho muito que viver:)E não, não estou a ficar velha:), mas mulher…